GIUSEPPE LIVERA - DOCUMENTOS
O primeiro registro de
embarque de Giuseppe Livera para o Brasil está na lista de bordo do vapor
"Etruria". Nesse documento, os dados indicam que ele era italiano,
camponês, tinha 14 anos, era celibatário (solteiro), embarcou em Nápoles e
viajou na terceira classe.
O segundo documento é o registro da Hospedaria dos Imigrantes em São Paulo, feito no livro 73, página 13. Giuseppe chegou à hospedaria no dia 05/05/1902. Ele era italiano, tinha 14 anos e era sobrinho dos responsáveis pelo grupo, Giuseppe Millauro e Rosa Altavilla. Era solteiro, de religião católica, e veio no vapor "Etruria". Seu destino final era Santa Cruz das Palmeiras, em São Paulo, onde iria trabalhar na fazenda de Anna Dias.
Giuseppe se casou em Santa Cruz das Palmeiras em 1914 com
Giusepina Bazilio. Este é o primeiro documento em solo brasileiro que registra
os nomes de seus pais, Archangelo Livera e Maria Altavilla, ainda com a grafia
correta. Na época, ele tinha 22 anos, era lavrador e residente em Santa Cruz
das Palmeiras. O documento não menciona sua cidade natal, apenas sua
nacionalidade italiana. Giuseppe sabia escrever e assinou o registro de
casamento.
Giuseppe Livera se separou de Giusepina Bazilio, embora a data exata da separação não seja conhecida. Posteriormente, teve um filho com sua segunda esposa, Maria Mantovan, de nacionalidade ítalo-brasileira. Em 1917, nasceu seu primogênito, Archangelo Livera, que recebeu o nome de seu avô. Na época, Giuseppe estava morando em Batatais, na Fazenda Angola. Foi nesse período que seu nome sofreu a primeira modificação, de Giuseppe Livera para José Livera. Ele foi o declarante do nascimento de Archangelo no cartório e assinou o registro como 'José Livera'."
O serviço de registro de estrangeiros no Brasil, historicamente, tinha o objetivo de controlar a entrada e permanência de estrangeiros no país. Até a década de 1980, esse registro era feito pela Polícia Federal, que anotava dados pessoais, local de residência, e situação de trabalho dos estrangeiros. Este sistema tinha uma função similar a um cadastro nacional, onde todos os imigrantes deviam se registrar ao chegar e manter o cadastro atualizado durante sua estadia.
Após o registro, o estrangeiro recebia um documento de identidade (RNE - Registro Nacional de Estrangeiro), com validade temporária ou permanente, dependendo do tipo de visto e do objetivo da sua vinda ao Brasil.





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