JOÃO LIVERA - PEQUENO ANJINHO
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| Imagem ilustrativa criada pela inteligência artificial. |
O sexto filho e o caçula da família de GIUSEPPE
LIVERA e MARIA MANTOVAN foi JOÃO LIVERA (João de Oliveira), nascido em 17 de outubro de 1930, em
Crystaes, conforme consta no registro de nascimento. Foi carinhosamente
apelidado de Joãozinho. Sua vida foi breve, mas não sem significado: viveu
apenas dois anos, marcando profundamente a história de nossa família.
Infelizmente, ele contraiu meningite e faleceu em 10 de outubro de 1932, pouco
antes de completar três anos. Sua partida reduziu o número de irmãos de seis
para cinco, deixando saudades que atravessaram o tempo.
Joãozinho foi sepultado no cemitério de Cristais
Paulista, em um túmulo simples, mas repleto de amor. Meu pai, Antonio Livera que era irmão,
nutria um vínculo especial com o caçula e, durante anos, manteve viva sua
memória visitando o túmulo para acender velas, rezar e cuidar dele com
dedicação. Era sua forma de honrar Joãozinho e o espaço que ele ocupava no
coração da família.
Anos mais tarde, com o falecimento do meu pai,
decidimos enterrá-lo no túmulo da família, onde estava meu avô Giuseppe Livera.
Contudo, o espaço do antigo túmulo revelou-se pequeno demais para acomodar o
caixão. Foi então que recorremos ao túmulo de Joãozinho. Esse gesto, de certa
forma, os reuniu novamente, criando uma conexão simbólica entre o início e o
fim de suas jornadas.
Mais tarde, construímos um novo túmulo para a
família, agora com três gavetas, um espaço que acolhe gerações e preserva
memórias. Joãozinho, mesmo com sua curta passagem por este mundo, continua vivo
nas histórias e no carinho que compartilhamos. Sua lembrança é um lembrete de
como mesmo as vidas mais breves podem ser profundamente significativas.
REGISTRO DE NASCIMENTO DO JOÃO LIVERA
"Aos 26 dias do mês de outubro de 1930, em meu cartório, nesta Vila do distrito de Cristais, comarca do município de Franca, compareceu o Sr. José de Oliveira e declarou, na presença destas testemunhas, que no dia 17, às 16 horas , em sua residência, no distrito de Chave da Taquara, nasceu uma criança de cor branca, de sexo masculino, a quem foi dado o nome de "João de Oliveira". Declarou ainda que não há, em registro, outro igual ao nome e que essa criança é filho legítimo dele, o declarante, lavrador, natural da Itália, e de sua mulher, Dona Maria Mantovani, natural de Santa Cruz das Palmeiras, deste estado, onde se casaram civilmente, sendo residentes e domiciliados neste distrito. São avós paternos Arcangelo Oliveira e Dona Maria Altavila, ambos falecidos, e os maternos Pedro Mantovani, residente em Batatais, e Dona Teresa Seco, falecida, ambos italianos."


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